
Nunca se falou tanto sobre saúde mental. Termos como TDAH, burnout e depressão saíram dos consultórios e dominaram as conversas entre jovens na internet. Se por um lado isso rompe o estigma, por outro, acende um alerta vermelho: o uso crescente e indiscriminado de medicação psiquiátrica sem a devida orientação médica.
Pressionados por produtividade e alívio imediato, muitos buscam na farmácia a solução para dores que ainda nem compreenderam. As redes sociais agem como catalisadoras desse processo: vídeos curtos com “listas de sintomas” incentivam o autodiagnóstico rápido, levando jovens a acreditarem que têm transtornos complexos baseados em recortes de 15 segundos.
O perigo é real. A automedicação ou o uso incorreto podem gerar dependência, efeitos colaterais graves e mascarar o verdadeiro problema. Medicamento é coisa séria: quando bem indicado, é um aliado poderoso; mas ele não substitui a escuta profissional. Nem todo desconforto exige uma pílula, e nem toda cura vem em uma caixa de remédio.
