Familiares e a depressão: havendo qualquer chance de sair dessa sozinho, ninguém não estaria nessas condições
Familiares e a Depressão
Lidar com pessoas que passam por depressão não é uma tarefa fácil e na grande maioria das vezes não estamos preparados. Um dos grandes desafios é vencer a sensação de desprezo com a pessoa, tentando não encontrar resposta numa postura ‘preguiçosa’ do familiar. É muito importante ter em mente que a pessoa que sofre do Transtorno Depressivo Maior perde o interesse não por uma coisa ou outra, apenas. Ela passa a não sentir prazer nem motivação para qualquer coisa que seja. Na depressão não se vislumbra qualquer esperança por parte do paciente, onde alguns perdem a disposição até mesmo de melhorar.
É recorrente que os familiares de pessoas com depressão é busquem minimizar os sintomas, pressionando-os para que o mesmos reajam, que tenham mais boa vontade, que façam mais esforço para se ajudar, o famoso “sai dessa, cara!”. Na prática, esse esforço há muito já está no limite, visto que o organismo não superou e entrou em colapso. Em outras palavras, se houvesse qualquer chance disso acontecer, ninguém não estaria naquelas condições.
Nessas situações, o mais interessante para lidar com uma pessoa que passa por depressão é dosar do melhor jeito a sensação de desprezo e a de insistência em relação a ela, o que exige bastante esforço da sua parte, também. O principal é não se convencer – se “envenenar” com a ideia – de que a pessoa simplesmente virou “relaxada”, “negativa”, “pra baixo” etc. Ela não quer estar assim e necessita de empatia por parte dos outros.
Segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros é fundamental “se colocar no lugar do outro – quanto você gostaria de ser deixado em paz, mas não sozinho?”, orienta o médico. Além do mais, a melhor forma de ajudar é dar a devida importância e seriedade àquela situação. Alguém precisa muito da sua ajuda, porque sozinha ela não consegue. “O melhor guia para saber como agir em cada situação é ter interesse genuíno pelo outro. O que é o mínimo que podemos esperar de nossas famílias”, completa Barros.
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