Quando o acúmulo de objetos sem utilidade se torna doença?
“Quem guarda sempre tem” é um ditado utilizado por pessoas que têm o hábito de não se desfazer de objetos por julgarem poder serem úteis em algum momento adiante. Entretanto, o costume de adquirir ou recolher objetos de pouca ou nenhuma utilidade que deve ser motivo de preocupação. Conhecido como acumulação compulsiva, a disposofobia ou síndrome de Diógenes, o transtorno costuma atingir com mais frequência mulheres de terceira idade.
Caracterizado pela extrema dificuldade em descartar quaisquer objetos, as vítimas do acúmulo compulsivo costumam ocupar grandes espaços e, à medida que a doença se agrava, passam a preencher cômodos de casa com quinquilharias em completa desordem. Existem casos ainda de pessoas que acumulam muitos animais, sem as condições de cuidado e de higiene necessárias para mantê-los.
As consequências desse transtorno envolvem isolamento social, prejuízo financeiro, dificuldade na realização de atividades básicas do dia a dia (em função da difícil mobilidade dentro de casa) e preconceito, uma vez que costumam ser apelidados de “colecionadores de lixo”.
O transtorno costuma surgir após alguma experiência traumática que, pode ser desde a morte de alguém próximo, até graves dificuldades financeiras. O hábito da acumulação compulsiva pode ser interpretado como enorme senso de responsabilidade ou como medo de cometer erros.
A melhor alternativa para tratar o transtorno continua sendo o acompanhamento psiquiátrico, bem como, o uso de medicação nos casos em que for necessário. A terapia pode levar meses ou anos para surtir efeito, devido à necessidade de empenho do paciente em buscar a recuperação.
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